Fotos feitas no último final de semana na casa de show Hangar 110, localizada no centro de São Paulo. O local é o palco mais importante do cenário underground da cidade.





Fotos feitas no último final de semana na casa de show Hangar 110, localizada no centro de São Paulo. O local é o palco mais importante do cenário underground da cidade.





Sim. E não houve nenhuma sessão espírita. Apenas um grupo de músicos uruguaios, alguns amigos da antiga e a presença de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá no palco do Festival Porão do Rock 2009. Desde o começo do evento havia a promessa de uma atração surpresa mas poucos ousaram em dar esse palpite.
Nunca imaginei a manchete acima. Legião Urbana sem Renato Russo é o mesmo que Queen sem Freddie Mercury. Além de partilharem a paixão por garotos, bigodes e de serem ótimos compositores, ambos, personificam seus grupos. Para os fãs mais fervorosos, o retorno do Legião cai como um presente enviado lá de cima. Talvez, pelo próprio Renato. Para os críticos, apenas um regresso caça-níquel de dois músicos que, apesar de inúmeras tentativas, nunca mais conseguiram fazer metade do sucesso que tinham no grupo símbolo de uma geração.
Segundo, relatos lidos internet a fora o show que teve cerca de quarenta minutos foi emocionante. O público cantou a todo momento hits como Geração Coca-Cola, Pais e Filhos e Ainda é Cedo. Apesar da intensa movimentação no palco devido ao revezamento de convidados tocando e cantando as músicas, no centro do palco permaneceu, sem que ninguém se aproximasse, um microfone ao pedestal. Nele havia uma rosa branca, simbolizando a presença do Renato Russo.
Confira fotos do show que marcou o regresso do Gangrena a um grande palco carioca. Quanto ao RDP. A máquina de destruição de sempre.






Entre tantos e-mails de assessoria de imprensa, recebo a bomba. HEVO 84 assina com a EMI. Tá e daí? Nada acrescenta na minha vida além de, agora, ter a ciência de que um quase-cover do NX Zero também estará tocando nas rádios e venderá seus cd’s a R$ 37,50 na loja ou mercado da sua esquina.
Quantos mais virão? Será que chegará o dia em que todos serão iguais ao ponto do meu cérebro entrar em curto-circuito por estar sempre assistindo e ouvindo a mesma coisa com uma nova roupagem? Aliás, frase muito na moda. Nova roupagem (!) Termo que na minha opinião mascara uma falta de capacidade criativa do tamanho do nariz do Luciano Huck. Peraêêê!
Esse rapaz tem parcela de culpa. Junto do senhorio Rick Bonadio “sócio-proprietário” de 99% das bandas de sucesso do Brasil que através do quadro Olha a Minha Banda vem trazendo aos holofotes, pérolas que prefiro não proferir o nome.
O assunto era o HEVO 84 não? O assunto possui tantos desdobramentos que acabo me perdendo nas palavras.
Voltando ao centro da questão. Além de embalarem a EMI que tem um passado recente de “geladeiras repentinas sem qualquer motivo aparente” os rapazes também conquistaram a Arsenal Eventos, empresa ligada deve ser a mesma coisa a Arsenal Music, que cuidará do agenciamento de seus shows.
Tudo é muito belo e prazeroso. Espero que não esqueçam que, agora que o joio é separada do trigo. Se daqui a seis meses a geladeira não os engolir ou apenas a falta de vendas – gravadora não vende discos a 10 cruzeiros – despachá-los rumo ao conforto de suas famílias já será um grande motivo de comemoração e talvez o início de uma carreira de médio prazo.


SERÁ QUE SÃO TODOS IRMÃOS?
Ps: Fãs, me apedrejem com carinho e sem miguxês.