Fotos feitas no último final de semana na casa de show Hangar 110, localizada no centro de São Paulo. O local é o palco mais importante do cenário underground da cidade.





Fotos feitas no último final de semana na casa de show Hangar 110, localizada no centro de São Paulo. O local é o palco mais importante do cenário underground da cidade.





Primeiro acreditei que era algo pontual, localizado em certos redutos e por isso nunca cheguei a comentar mas de uns tempos pra cá a visão que tenho de cidades de interior é que: Lá estão as oprtunidades! Enquanto milhões de seres se acotovelam nas grandes cidades por uma oportunidade de trabalho, de alimentação, de estudo, até amorosa, o interior do Brasil vem ensinando aos culturados cosmopolistas como é que se promove o cenário local. Acredito que em cidadaes como Rio de Janeiro e São Paulo essa noção da “coisa nossa” se perdeu em meio a embarques e desembarques do Santos Dumont ou do perigoso aeroporto de Guarulhos. Somos internacionais por aqui. Sabemos detalhadamente tudo o que rola no subúrbio de Paris, nos guetos de Nova Iorque mas nem mesmo sabemos chegar no Parque Edu Chaves (para os paulistas) ou em Marechal Hermes (para os cariocas).
No cenário ao qual participo, o da música independente, nossa cidade maravilhosa é uma completa trevas para as bandas. Organizadores aproveitadores (pague para tocar), falta de prestígio pela produção autoral, casas sem estrutura e descaso do poder público relegam o cenário a um patamar abaixo do merecido. Bandas cariocas que se mantém na ativa, para que tenham bons shows e público, tornam-se nômades. Ficam de 6 a 10 meses sem fazer um show sequer em sua cidade. São Paulo o cenário muda mas ainda possui características em comum. O número de casas é absurdamente maior ao carioca e ainda há certa estrutura mas como no Rio de Janeiro, o cenário independente possui um abismo entre as péssimas e boas casas ao qual apenas uma boa apresentação ou CD não é o suficiente. Um Paitrocínio para bancar a abertura daquela banda sensação ou daquela roupa da moda é mais importante do que o som dos instrumentos. A culpa é quem se rebaixa a essa situação, de quem entra para uma atividade MUSICAL colocando outros quesitos na frente deste que sempre deveria ser o principal.
Eventos como o Cardápio Underground, liderado pelo mestre Quique Brown em Bragança Paulista, o Festival Hardcore Contra a Fome de Teresópolis, o Linguarudos de Joinville, o Alternativo Rock Festival 2008 de Itabirito, o Monster Of Roça de Paraibuna entre tantos outros mostram que fora doa grandes centros iniciativa privada e pública abrem-se a experimentação, a tentativa, apostam na cultura sem que exigam absurdos retornos financeiros, assim abrindo espaço para a cultura local.
Vale lembrar que não citei os atualmente mega festivais Abril Pró Rock, MADA, Do Sol, Goiânia Noise (que está desembarcando em SP) e outros que começaram miúdos, sem grandes pretensões e agora são referencias nacionais.
Confesso que ao ser convidado para participar – para tocar com minha banda, o Halé – não tinha maiores pretensões na ida até a região serrana do Rio. Imaginava um bom show entre amigos, como tantos outros que participo. Não que seja uma péssima experiência mas o que aconteceu na tarde do último domingo na cidade de Teresópolis foi um festival de hardcore de primeira linha. O local do evento – um colégio – logo trouxe a minha lembrança o famoso galpão do Jabaquara, palco da Verdurada paulistana, eternizado pelo fotógrafo Maurício Santana.
Voltando a Teresópolis, a mágica aconteceu, o espírito de amizade aliada ao profissionalismo de bandas, organização e público voltado ao que interessa, a música.
Contando com show de Unatural, Frente Imperial, Crime Passional, Sanhaço, Cervical, Halé e Nuestro Sangre a segunda edição do Festival Hardcore contra a Fome de Teresópolis foi um grande sucesso. O Circle Pit e o Mosh comeu solto. Destaque para os shows do Cervical, dos sujos do Halé e da atração “da casa”, o Nuestro Sangre.
Todos os alimentos arrecadados – a entrada do evento fazia-se mediante doação de 2 kg de alimento – foi toda revertida ao Asilo São Vicente de Paulo, sediado na própria cidade. Caso queira fazer doações, ligue para (21) 3641-4287 e saiba como efetuar doações.
Texto e fotos por: Mauro Pimentel
www.flickr.com/photos/violenciavisual
O guitarrista da banda carioca Jason, Leonardo Panço, lança seu segundo livro “Caras dessa idade já não lêem manuais”.
O livro é um apanhado de crônicas e contos onde propositalmente, não se sabe até onde há verdade ou apenas ficção. Com projeto gráfico de Flávio Flock o livro tem de longe a melhor capa de livro do underground nacional e uma das melhores do ano.
Confira abaixo:
A promoção do livro será realizada através da primeira turnê literária brasileira. Os eventos serão feitos de maneiras diferentes, dependendo de cada cidade e das estruturas viáveis. Debates, improvisos guitarrísticos com leituras de partes do livro, apenas sentar em uma mesa e esperar, beber em uma mesa enquanto espera, um trio tocando temas leves, enquanto alguém lê partes do livro, piano em improvísos pianísticos. São várias as maneiras. Apareça e torça para o seu dia ser divertido.
Veja a agenda do músico/escritor/jornalista nos próximos dois meses (algumas outras datas como Brasília, Uberlândia, Teresópolis e Cabo Frio ainda podem acontecer este ano). Para 2009, Norte e Nordeste, além do lançamento do livro sobre a tour européia dos Replicantes, a ser lançado quando o grupo completa um quarto de século.
7 nov 2008 Banquinha Tamborete no Hangar 110 – SP – Livro à venda
8 nov 2008 Cobertura como jornalista do Festival Planeta Terra – SP
9 nov 2008 Livraria da Vila – SP – Lançamento do livro
10 nov 2008 Cobertura como jornalista do REM – SP
11 nov 2008 Lançamento do livro no Bar da Aninha – Curitiba – PR
12 nov 2008 Lançamento do livro na Livraria Saraiva – Florianópolis – SC
13 nov 2008 Debate sobre música independente e festivais – GIG Rock – Porto Alegre
14 nov 2008 Lançamento do livro – Gig Rock – Porto Alegre – RS
15 nov 2008 Lançamento do livro – Macondo – Santa Maria RS
18 nov 2008 Lançamento do livro – Saraiva – Floripa – SC
21 nov 2008 Lançamento do livro e cobertura do Festival – Goiânia Noise
22 nov 2008 Lançamento do livro e cobertura do Festival – Goiânia Noise
23 nov 2008 Lançamento do livro e cobertura do Festival – Goiânia Noise
28 nov 2008 Lançamento do livro e cobertura do Festival 53 HC – BH
29 nov 2008 Lançamento do livro e cobertura do Festival 53 HC – BH
30 nov 2008 Lançamento do livro e cobertura do Festival 53 HC – BH
1 dez 2008 Jornais, rádios e TVs em Ubá – MG
10 dez 2008 Voluntários da Pátria – Tico Santa Cruz e Renato Rocha – Audio Rebel – Renda revertida para o livro
11 dez 2008 Lançamento oficial no RJ – Baratos da Ribeiro – Festa Clube do Vinil
12 dez 2008 Possível show Jason e Magüerbes – Audio Rebel
13 dez 2008 Lançamento em Niterói no Festival do Pedro de Luna – A confirmar nome do evento e minha participação
14 dez 2008 Possível show Jason e Magüerbes – Volta Redonda
19 dez 2008 Panço Trio (nome provisório, ou não. é meio feinho.) – Audio Rebel
20 dez 2008 Lançamento do livro – Barra Mansa à tarde e possível lançamento à noite em Resende – RJ
21 dez 2008 Panço Trio – Volta Redonda do Rock
CONTATOS
http://www.fotolog.com/leonardopanco
http://www.myspace.com/leonardopanco
tamboreteboss@yahoo.com.br
Chi Cheng, baixista do Deftones sofreu grave acidente de carro na última segunda-feira. A informação já foi confirmada por telefone pela vocalista Chino Moreno. Não há detalhes sobre o acidente. O músico está em coma no San Jose Hospital. Na página do Deftones e no site do jornal local Sacramento Bee, apenas diz que o estado é grave.
O grupo estava produzindo o sexto álbum da carreira, intitulado Eros.
Cheng tem 38 anos e nasceu em Stockton, Califórnia. Além de integrar o Deftones desde 1988 é também conhecido pelo ativismo junto a PETA e pelo carreira paralela como poeta.