Leptospirose em turnê pelo nordeste lançando o disco Mula Poney

Novembro 24, 2008

Se a palavra Leptospirose apenas te lembra da doença proveniente da mijação de uma ratazana você não conhece uma das bandas mais originais do hc nacional. A banda de rock Leptospirose vem de Bragança Paulista, São Paulo e encontra-se atualmetne excursionando pela região nordeste. A turnê vem para promover o lançamento do terceiro álbum do grupo intitulado “Mula Poney”. O disco foi gravado no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro com produção de Rafael Ramos da gravadora Deckdisc. O lançamento do disco está a cargo dos selos Laja Records, Caveira da Força Discos e Enéas Bomba Records.

O power trio bragantino conta com Quique Brown nas guitarras e vocais, Velhote no baixo e Serginho na bateria. O curriculum conta com shows pelo Brasil, América do Sul e Europa. A viagem para a Europa, em parceria dos capixabas do Merda, foi subitamente interrompida devido ao acidente sofrido na van que os transportava. Com o susto passado e todos inteiros, Quique Brown lança o livro “Guitarra e Ossos Quebrados”, contando os dias passados no velho mundo.

Se você está pelo Nordestão não marque a bobeira de deixar passar esse show. Segue abaixo as datas e locais de apresentação:

25/11 – Esse Som é do Recife – Recife-PE
burburinho – recife antigo. 

28/11 – Centro Cultural Dosol – Natal-RN
Leptospirose, Os Boonies e Mahatma Gangue
Ribeira . 22h . 5 reais
http://www.fotolog.com/osbonnies/17106584

29/11 – Estacionamento Dimensão – Maceió-AL
Leptospirose, Yun-Fat, Acalento, Cheiro de Calcinha, Morra Tentando e Abismo.
Estacionamento Dimenção . Antigo Cine Ideal
3h33 . 6 reais
http://www.fotolog.com/morratentando

30/11 – Rock Sandwich – Salvador-BA
Leptospirose, Hoje Você Morre e Yun Fat.
Rio Vermelho . 16h . 7 reais 
http://www.fotolog.com/yunfat

07/12 – Jethro´s Bar – Bragança Pta.-SP
Leptospirose, Stomachal Corrosion, Rethalho, Morbid Faith e Vírus no Sistema.
Av. José Gomes da Rocha Leal, 1451
16h (em ponto) $7 antecipado e $10 na hora

13/12 – Bar do Zé – Campinas-SP
Leptospirose e Muzzarelas
Av. Albino JB Oliveira 1325
22h . 8 reais 
http://www.fotolog.com/muzzarelas

 

CONTATOS

http://www.myspace.com/leptospirose

http://www.fotolog.com/leptospirose

Mula Poney

Mula Poney


Catch Side na DeckDisc

Novembro 19, 2008

Os cariocas do Catch Side assinaram com a gravador DeckDisc. Lá vem CD na lojinha? Não! A garotada que abala os corações da juventude é a primeira contratação do novo projeto de Rafael Ramos e trupe, o selo Deck Digital. A idéia básica consiste em lançar talentos com grande projeção na internet, exclusivamente para comercialização e marketing digital. As músicas do CS serão disponibilizadas principalmente via celular e sites como o Sonora, Deckpod e UOL Mega Store. 

l_b033c71f3fb2c045d92b97887755c369

Escute o single “Dança Comigo” no link: http://www.myspace.com/catchside


O melhor show brasileiro do NFG foi no Circo Voador

Novembro 17, 2008

Foi um Circo Voador atípico. Começando com o sol ainda de prontidão e com um número enorme de bandas. Entre as 8 ou 9 bandas de abertura destaque para o ska do Madame Machado. A banda esbanja qualidade sonora e presença de palco sem igual. Quem não viu a caveira dançante perdeu bons momentos. O Let’s Go e o Catch Side (há rumores sobre a contratação destes pela Deckdisc) animaram parte do público presente.

Vamos as principais. Strike sobe ao palco. A intensidade de sempre, com o vocal Marcelo instigando o público a galera do gargarejo agitou sem parar. Acabado o show, rola aquela demora costumeira para a apresentação principal. O New Found Glory entra no palco para o que após alguns minutos seria definido pelos próprios como: O melhor show da turnê!

Show extenso, sem deixar a peteca cair em nenhum momento, os americanos dissemiran seus hits mesclados com covers como Kiss Me (Sixpence None The Richer) e Iris (Goo Goo Dolls). Algumas palavras em português vindas do vocal Jordan Pundik. Todo o grupo volta para o biz vestindo camisas da seleção brasileira em agradecimento a insanidade do público que cantava junto e mantinah uma roda de dar inveja a qualquer show de metal. Tudo correndo muito tranquilo não? Na última música acontece o ponto alto do evento. Um invasão do palco em massa. Não havia segurança que desse jeito. Acabou a divisão entre público e banda.

Entenda melhor através das fotos abaixo, porque o show no Circo Voador foi o mais insano da turnê brasileira do NGF.

texto e fotos por: Mauro Pimentel

new-found-glory-no-circo-153

A INVASÃO

new-found-glory-no-circo-44


Festival Deckdisc

Julho 21, 2008

Na última quarta-feira a Lapa era da Deckdisc. Como já diz seu slogan, “A gravadora 100% independente” iniciou sua festa de 10 anos reverenciado o punk/hardcore. Posso dizer que pessoalmente nunca tinha visto o local tão cheio. Fila pra comprar ingresso, fila para entrar, fila pra cerveja, fila pra comprar CD, camisa. Tão grande que acabou o estoque da camisa do Dead Fish.

Boas vendas em shows ?!? Nem lembro a última vez que vi isso.

Os trabalhos começaram às 23:00h com os conterrâneos do Matanza e suas músicas para beber e brigar. A roda não parava. Aliás muitos foram apenas para assistir o show dos caras. Set emendado com destaque ao coro em “Bom é quando faz mal” e “Estamos todos bêbados”. O grupo abriu o apetite para o que estava por vir.
Nos intervalos aos gritos de “Chuta que é macumba bicho!” a voz misteriosa conclamava a galera aos shows. Pra mim, era o Mozine.

Dead Fish na seqüência. O alto padrão de sempre. A música “O Homem Nú” deu início ao show com mais “interferências” do público. Muita gente subindo no palco, pra se jogar, pra dançar, pra derrubar os microfones ou apenas pra roubar um beijo do Rodrigo ou para ser agarrado pelo mesmo. Em dado momento um fanfarrão – não achei melhor palavra – agarrou um dos seguranças e o jogou pra dentro da roda, a mesma que virou Lado A, lado B e pulou uníssona em “Afasia”. Em meios as habituais provocações futebolísticas o grupo se retirou dando boas-vindas a “Velha escola”. Na seqüência, Mukeka Di Rato, Ratos de Porão e Cólera subiriam ao palco.

Numa festa tudo pode né ? Contando com Nego Léo (Merda) na bateria, o Mukeka Di Rato começou o show meio “aéreo” mas logo foi se achando e mostrando a podreira capixaba com “Escolinha” cantada por boa parte do público que se espancava na área central. Rinha de Magnata e Cachaça foram os pontos altos do show. Seria já um reflexo dos fãs pós-Deckdisc ?

Regada por muita cerveja, entregue em mãos pelo patrão Rafael Ramos ou cuspida pelo Rafael do Ataque Periférico o MDR foi sendo substituído por um Ratos de Porão genérico. Boka entra na bateria, toca ainda algumas músicas dos capixabas e já na seqüência, Sandro passa a batuta para João Gordo que apresenta um RDP formado pelo próprio, Boka e os convidados Mozine e Paulista. Por momentos nem se percebia a ausência de Jão (trabalhando) e Juninho (em turnê pela Europa com o Discarga). O show ia rolando muito bem até que… O repertório acabou! A galera pedia “AIDS, pop, repressão” mas não dava mais. João Gordo disse: “Eu quero tocar mais só que os caras não sabem mais nenhuma!”.

Assim terminou o RDP. Em meio a muitos agradecimentos a banda foi saindo e dando lugar a última e mais antiga banda, Cólera.

Cólera no palco, público em comunhão. Ao contrário dos últimos shows do grupo no Rio de Janeiro o show rola sem brigas ou confusões. O público cantava e dançava sem parar. Isso tudo já por volta das quatro da matina.

Quem não foi perdeu oportunidade única de presenciar a nata do punk/hardcore nacional.