Did you know 4.0

Outubro 2, 2009

Alguns meses atrás conheci um pouco do trabalho da jornalista Raquel Almeida na sua palestra durante a Mostra PUC. O tema, na ocasião, foi o jornalismo e as novas mídias. Desde então acompanho os posts  do seu blog, o Linkados. Numa das últimas atualizações, o vídeo Did you know 4.0 apareceu. O filme, através de dados, mostra a mudança que esse novo mundo, ainda pouco desbravado, vem nos proporcionando chamada convergência.


A vida numa lauda

Agosto 26, 2009
Meu nascimento foi comemorado com churrasquinho de gato. Sim. Pelo menos é a história contada pelo velho barbado ao qual me pareço cada vez mais com o passar dos anos. Começo a pensar que até a barriga é hereditária. Bom, pelo menos o gosto pela cerveja deve ser.
Nasci em São Gonçalo, município que fica lá do outro lado da poça, depois de Niterói e seu disco voador. Filhos ilustres dessa terra? Temos a dupla do “Só Love, só Love” – Claudinho e Buchecha para os leigos – e uma cantora baiana que jura que nasceu lá. Acho que é apenas uma jogada de marketing, mas aí estaríamos em outra história.
Quer saber onde exatamente fica? Sabe quando você for passar o carnaval lá na Região dos Lagos? Quando, no meio da estrada, um cheiro repugnante de sardinha queimar sua narina, ali é São Gonçalo.
Residi na cidade durante meus primeiros oito anos de vida. Lembro que não podia andar de chinelo porque “aqui dá rato”. E que os vizinhos viviam me dando guloseimas que também ofereciam para digamos, entidades superiores. Para mim era uma grande festa com roupas coloridas, canções que eu não entendia. E o mais importante: Tinha muita comida. Daquelas que a minha mãe me deixava comer apenas duas vezes na semana.
A vida começou a melhorar lá pelo início dos anos 90. Exatamente em 94 tivemos vários acontecimentos fantásticos: Nascimento do meu irmão, o primeiro carro zero da família, mudança para o Rio (!) e a Copa do Mundo. No início o Rio era um lugar incoerente. Muita gente, buzinas, carros demais. Logo para quem estava acostumado a ver charretes no centro da cidade, na praça Zé Garoto da agora longínqua São Gonçalo.
Todo ano mudava de escola. Achava todas chatas e acabava me interessando mais pelo recreio do que pelas aulas. Exceto geografia e história, que sempre estudei compulsivamente. Desafiava professores, fazia coisas que hoje em dia nem acredito que tive coragem e que no momento não cabe relatar. Meus pais ficavam loucos. Sou filho de um ex-militar e na época uma professora que devido as circunstâncias da vida amargurou o posto de dona-de-casa por longos anos.
Acho que pratiquei todos os esportes possíveis sem sucesso. Praticava, mas nunca queria seguir adiante, até descobrir o skateboard e semanas depois estar caçando ladeiras e me esborrachando pelo bairro do Méier, feliz da vida. Num processo natural, do skate veio o rock e logo depois a vontade de tocar um instrumento. Guitarra? Não. Comum demais. Precisava de algo desafiador e barulhento. BATERIA! Aliás, sou baterista até hoje e nunca mais vou parar. Por causa desse negócio chamado rock muita coisa vivi e posso dizer que 80% foram enrascadas que formaram meu caráter. Envolvido nesse meio estudei engenharia de áudio, trabalhei como técnico de som, roadie, diretor de palco, músico, organizei eventos e já até lancei discos de bandas através do selo musical que possuía. E nesse rodízio de afazeres trombei com o jornalismo. Tem gente que diz que perdi tempo, mas para mim eu nunca teria achado o meu norte sem antes passar pelo sul, sudeste, leste e por aí vai.
Ingressei na faculdade de jornalismo Estácio de Sá em 2008 com bolsa e um super prêmio. Devido a minha nota ter sido uma das melhores do vestibular ganhei uma viagem de um mês com tudo pago para estudar na África do Sul. Para lá fui e acabei ficando dois meses e meio. Por lá morei em mil lugares, trabalhei, estudei muito e absorvi a cultura. Não fiz como a maioria dos turistas bestas que apenas “clicam” e entram no ônibus da excursão. Aliás, nada contra os cliques, pois na faculdade de jornalismo me descobri fotógrafo.
Hoje moro em Jacarepaguá, onde ainda consigo caminhar cambaleante de sono às quatro da matina sem medo de chegar descalço em casa. Nesse semestre, por conselho de ex-professores e impulsionado pela grande vacilada da antiga faculdade com a minha pessoa, embarquei na renomada PUC-RIO, na qual ainda me sinto como cego em tiroteio.

Meu nascimento foi comemorado com churrasquinho de gato. Sim. Pelo menos é a história contada pelo velho barbado ao qual me pareço cada vez mais com o passar dos anos. Começo a pensar que até a barriga é hereditária. Bom, pelo menos o gosto pela cerveja deve ser.

Nasci em São Gonçalo, município que fica lá do outro lado da poça, depois de Niterói e seu disco voador. Filhos ilustres dessa terra? Temos a dupla do “Só Love, só Love” – Claudinho e Buchecha para os leigos – e uma cantora baiana que jura que nasceu lá. Acho que é apenas uma jogada de marketing, mas aí estaríamos em outra história.

Quer saber onde exatamente fica? Sabe quando você for passar o carnaval lá na Região dos Lagos? Quando, no meio da estrada, um cheiro repugnante de sardinha queimar sua narina, ali é São Gonçalo.

Residi na cidade durante meus primeiros oito anos de vida. Lembro que não podia andar de chinelo porque “aqui dá rato”. E que os vizinhos viviam me dando guloseimas que também ofereciam para digamos, entidades superiores. Para mim era uma grande festa com roupas coloridas, canções que eu não entendia. E o mais importante: Tinha muita comida. Daquelas que a minha mãe me deixava comer apenas duas vezes na semana.

A vida começou a melhorar lá pelo início dos anos 90. Exatamente em 94 tivemos vários acontecimentos fantásticos: Nascimento do meu irmão, o primeiro carro zero da família, mudança para o Rio (!) e a Copa do Mundo. No início o Rio era um lugar incoerente. Muita gente, buzinas, carros demais. Logo para quem estava acostumado a ver charretes no centro da cidade, na praça Zé Garoto da agora longínqua São Gonçalo.

Todo ano mudava de escola. Achava todas chatas e acabava me interessando mais pelo recreio do que pelas aulas. Exceto geografia e história, que sempre estudei compulsivamente. Desafiava professores, fazia coisas que hoje em dia nem acredito que tive coragem e que no momento não cabe relatar. Meus pais ficavam loucos. Sou filho de um ex-militar e na época uma professora que devido as circunstâncias da vida amargurou o posto de dona-de-casa por longos anos.

Acho que pratiquei todos os esportes possíveis sem sucesso. Praticava, mas nunca queria seguir adiante, até descobrir o skateboard e semanas depois estar caçando ladeiras e me esborrachando pelo bairro do Méier, feliz da vida. Num processo natural, do skate veio o rock e logo depois a vontade de tocar um instrumento. Guitarra? Não. Comum demais. Precisava de algo desafiador e barulhento. BATERIA! Aliás, sou baterista até hoje e nunca mais vou parar. Por causa desse negócio chamado rock muita coisa vivi e posso dizer que 80% foram enrascadas que formaram meu caráter. Envolvido nesse meio estudei engenharia de áudio, trabalhei como técnico de som, roadie, diretor de palco, músico, organizei eventos e já até lancei discos de bandas através do selo musical que possuía. E nesse rodízio de afazeres trombei com o jornalismo. Tem gente que diz que perdi tempo, mas para mim eu nunca teria achado o meu norte sem antes passar pelo sul, sudeste, leste e por aí vai.

Ingressei na faculdade de jornalismo Estácio de Sá em 2008 com bolsa e um super prêmio. Devido a minha nota ter sido uma das melhores do vestibular ganhei uma viagem de um mês com tudo pago para estudar na África do Sul. Para lá fui e acabei ficando dois meses e meio. Por lá morei em mil lugares, trabalhei, estudei muito e absorvi a cultura. Não fiz como a maioria dos turistas bestas que apenas “clicam” e entram no ônibus da excursão. Aliás, nada contra os cliques, pois na faculdade de jornalismo me descobri fotógrafo.

Hoje moro em Jacarepaguá, onde ainda consigo caminhar cambaleante de sono às quatro da matina sem medo de chegar descalço em casa. Nesse semestre, por conselho de ex-professores e impulsionado pela grande vacilada da antiga faculdade com a minha pessoa, embarquei na renomada PUC-RIO, na qual ainda me sinto como cego em tiroteio.


O Irã não é tão longe

Junho 24, 2009

Mudando radicalmente o tema das últimas postagens para dar espaço a Jessica Muditt, fotógrafa e jornalista australiana, radicada na Inglaterra que esteve em janeiro desse ano no Irã para acompanhar o início do levante pró-Mousavi e que agora relata através de seus contatos iranianos todo o movimentos das ruas de Teerã por uma perspectiva íntimista que se confunde, ou abrindo espaço, para as palavras dos próprios iranianos.  O blog de Jessica possui depoimentos em vídeo, artigos e muitas fotos da batalha nas ruas. O mais recente post é a transcrição dos últimos fatos e opiniões de um protestante iraniano em Teerã.

A forma pela qual estabeleci contato com a jornalista é o exemplo da utilização da Internet para furar o impedimento da imprensa em solo iraniano. O primeiro contato foi feito pelo FLICKR através de uma das minhas imagens sobre o Protesto carioca pela obrigatoriedade do diploma de jornalismo.

LINKS:

http://www.flickr.com/photos/jessicamudditt

http://www.youtube.com/jessicamudditt

http://jessicamudditt.wordpress.com/

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Fotos por: Jessica Mudditt


Protesto pela obrigatoriedade do diploma ganha as ruas no Rio de Janeiro

Junho 23, 2009

Passeata que aconteceu em 22/06/2009 no centro do Rio de Janeiro. Segundo seus organizadores e instituições de apoio do movimento, o FENAJ e a ARFOC, esta foi a primeira de uma série de protestos contra a derrubada da obrigatoriedade do diploma de jornalismo imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A obrigatoriedade perdurou por volta de 40 anos no Brasil.

Fotos no meu FLICKR ou no site iReport.


Festival Hardcore Contra a Fome em Teresópolis supera expectativas

Novembro 12, 2008

Confesso que ao ser convidado para participar – para tocar com minha banda, o Halé – não tinha maiores pretensões na ida até a região serrana do Rio. Imaginava um bom show entre amigos, como tantos outros que participo. Não que seja uma péssima experiência mas o que aconteceu na tarde do último domingo na cidade de Teresópolis foi um festival de hardcore de primeira linha. O local do evento – um colégio – logo trouxe a minha lembrança o famoso galpão do Jabaquara, palco da Verdurada paulistana, eternizado pelo fotógrafo Maurício Santana.

Voltando a Teresópolis, a mágica aconteceu, o espírito de amizade aliada ao profissionalismo de bandas, organização e público voltado ao que interessa, a música.

Contando com show de Unatural, Frente Imperial, Crime Passional, Sanhaço, Cervical, Halé e Nuestro Sangre a segunda edição do Festival Hardcore contra a Fome de Teresópolis foi um grande sucesso. O Circle Pit e o Mosh comeu solto. Destaque para os shows do Cervical, dos sujos do Halé e da atração “da casa”, o Nuestro Sangre.

Todos os alimentos arrecadados – a entrada do evento fazia-se mediante doação de 2 kg de alimento – foi toda revertida ao Asilo São Vicente de Paulo, sediado na própria cidade. Caso queira fazer doações, ligue para (21) 3641-4287 e saiba como efetuar doações.

Texto e fotos por: Mauro Pimentel

www.flickr.com/photos/violenciavisual

cervical-em-teresopolis-34

Público durante show do Cervical

 

Cervical em ação

Cervical em ação

 

Nuestro Sangre nos braços da galera

Nuestro Sangre nos braços da galera

 

Entrega dos alimentos no Asilo

Entrega dos alimentos no Asilo